quinta-feira, 4 de maio de 2017

Lanterna

Em si, apenas residem fragmentos de luz. A bateria apenas conseguia iluminar um quark das densas partículas negras que se encontravam no seu cosmos exterior. On/off, on/off, on/off... Não funcionava. Neste vazio exterior, as minhas ondas refractem-se em nébulas translúcidas, incidem nos teus pensamentos e reflectem-se no menino eu, filho dos infinitos meus.


A.1
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Aproveito para deixar toda a minha estima para o professor Carlos, que despertou coisas fantásticas em todos os que participaram neste projecto. Já passaram 7 anos e meio, mas há algo que ainda mora aqui, neste lugar. Por mais pequenas que sejam as partes que restem destes 7 anos, há algo de muito grande que ainda procuro em lugares como este; a minha alma nasce e cresce. Adoro tudo o que fez por nós, professor Carlos!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ego

Sou eu, o ego. Dás um passo, eu dou dois. Escreves uma letra, eu desenho três. Esperas um tempo, e eu torno-me o teu contratempo. Espero debaixo de água, sem ser um peixe. Respira fundo, que o teu riso me afoga; o mesmo riso que esboço, quando fores inundado de mim. Eu, sempre o último.

A.1

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Perspetivas

Um movimento de dedos, um botão... Um movimento rápido, e todos os outros... Uma perna, a outra... Todo o corpo imerso numa onde de prazer!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Fim

O fogo apaga-se; o silêncio já não é ouvido; e eu esqueço-me. Esqueço-me apenas por não poder ser esquecido. O medo tem fim; o medo que há no fim não. Não há limites para a consciência inteligente; a consciência que há em existir.

A.1 (este nome é ridículo)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Não sou ele

Para que nunca acabe
O que não começa,
Ela que repare
O que eu peça.

Desertos no escuro,
Sem olhar que perdura.
Escondidos no impuro,
Emoção que pendura.

A.1

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Foi o teu desejo, ver-me assim..



Esvaíste-te em sangue dentro de mim e eu?


Simplesmente assisti enquanto te vi morrer de amores.


Hoje já é tarde para te tentar reanimar, não passas de um músculo mirrado, ressequido e podre. Culpo-me a mim por ter cometido um homicídio, pois o meu peito, é agora um calado cemitério onde já nada faz sentido.

A.2

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tempo.



Penso em agarrar os dias pelo pescoço e sufocá-los para que morram nos nossos braços e não passem. Nunca mais.
Anseio satisfazer o meu coração que tanto se fascina e exalta pela tua pessoa, desejo mostrar-te ao mundo sem qualquer restrição ou pudor, pois esses que governam o mundo, quero eliminá-los.

A.2

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vontade.


Os teus jeitos e maneiras de ser sempre me deixaram apalermado, esqueço-me de como se respira ao observar uma essência tão sublime. Deixa-me, mais uma vez, beijar o teu cheiroso pescoço; quero mais e mais, antes que desapareças...

Sonhei. Outra vez.


A.2

sábado, 17 de setembro de 2011

Eu tentei.

A grandeza que eu tanto admirava, foi abalada como quem pisa uma simples e insignificante pedra no passeio onde a conheci.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um dia na vida de João Mateus

- Olá, dizem que me chamo Ulísses, mas prefiro que me tratem por Rui. Na aldeia é sussurrado que, embora eu tenha amigos, não sou amigo de ninguém. Na minha crua opinião, eu é que sou amigo de todo aquele ninguém. Sou mártir, sozinho e cabisbaixo. Não tenho dono. Se fizer uma autocrítica, sou como um buraco negro, dono de toda a razão. Quem não me conhece, relata que sofro de um distúrbio bipolar (ou algo do género). Ninguém fica convencido com esta minha desgraça, nem com as minhas pseudo-teorias. Assim confirma-se a hipótese - sou mesmo um coitado.

domingo, 21 de agosto de 2011

Monólogo de um Insecto

- Não preciso de um casulo para ser uma borboleta - exaltava-se o bicho para os outros pequenos vermes.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Labirinto

Tudo começou num Verão acolhedor, quando o sol se erguia. Não tardou a chegar o cheiro da brisa que o Outono carregava. Quando já não havia solução possivel, tudo fez sentido. No Inverno ora chovia, ora nevava, porque a porta tinha permanecido fechada, silenciosamente. Nunca mais a porta se voltaria a abrir.

domingo, 24 de julho de 2011

Alabarda

Foi naquele momento que se apercebeu - tinha de pegar no espelho e, acreditem ou não, derretê-lo com a sua pequena consciência.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Romeu


Um dia Shakespeare acordou, saltou da cama e exclamou: no fim posso matá-los aos dois!

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Meu amor! Desde que começámos acho que até aquilo a que cheiro antes de adormecer mudou...

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Uma pessoa disse num lugar num momento "é o quanto eu gosto de ti que me desorienta".

Marta Garrett

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nuvem

Por favor não chovas. Não sejas levada pelo vento. Preciso de ver essa tua densa escuridão mais uma vez.

terça-feira, 1 de março de 2011

Guess who's back

I am.

-
O preto ficava-lhe tão bem como o risco à arte que escrevia.
-

Tiago Correia

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Democracia

A felicidade é um bem que poucos possuem e, que porventura, muitos roubam. Triste é quem rouba e não devolve.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ser Polido

Fatigado de jogos de xadrez com tabuleiro de damas. Este regulamento põe-me baço.

sábado, 31 de julho de 2010




A fundo pelas mais tortuosas curvas e longas rectas, num míssil monolugar, a única coisa que alguma vez esperam alcançar è a glória eterna.

Manuel

sábado, 10 de julho de 2010

Quadrado

Enquanto caminho firmemente nas nuvens, vejo tudo o que se sente e escuto tudo o que se quer.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Toalha

Era uma toalha de mesa, branca, bem lavada. À mínima nódoa de um convidado mais descuidado, pobre toalha, ficava corrupta com o cheiro a uvas (e saliva) que o vinho transportava. A lavagem seria uma opção provável, mas não enganaria ninguém. Desejo-lhe felicidade.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Durante a noite



Partiam para o campo ao final da tarde e só voltavam ao inicio do dia. Com eles levavam grandes e pesados sacos com equipamento para observar o mais frágil dos brilhos. Diziam que observavam a beleza do passado... observavam estrelas

Manuel Santos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Já sabes para onde vais?

- Olha lá... Porque é que as pessoas têm medo de morrer? As que vão para lado nenhum, não sentem nada. As que sabem que vão para o Céu, certamente ficarão bem. As que morrem no Inferno não temem a morte, pois não se cuidaram com ela.
O resto é melhor decidir.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Chocolate no armário

Um quadradinho para adoçar a boca.
Só? Sabe-me a pouco, e aqueles pedaços não me vão fazer mal.
Nada de exageros.
Isto é tão bom, mais um bocado... (PÁRA de comer chocolate!!)
Está bem, já chega.
Mas não vai ficar ali meia tablete, ainda se estraga, prometo que não abro mais nenhuma.

Marta Garrett

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Correram atrás do que não podiam alcançar, lutaram por aquilo que já estava perdido, sangraram por vidas que já não o eram, morreram por uma causa esquecida num mundo que não os lembrou.

Manuel Santos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Morte

Vestia o seu melhor fato, os melhores sapatos e a melhor gravata. O problema é que não foi o próprio a vestir e nunca mais iria acordar.

Margarida Coutinho



Aqui está a micro que fiz na escola de Hamburgo.

sábado, 13 de março de 2010

Consequências D' Ajuda

Quando uma cai e as outras tentam ajudar, todas caiem...

MJD

quinta-feira, 4 de março de 2010

As nossas Manias


Os tempos de criança fogem de nós a sete pés...
Alegrias, Brincadeiras, Trapalhadas, Despreocupações, palavras nossas conhecidas e melhores amigas. E que agora se nos passam ao lado na rua são nos um mero desconhecido. Sim porque agora os nossos maiores segredos pertencem ao Medo, ás Tristezas, e acima de tudo às Confusões.Tal como nos labirintos, a vida é exasperante, onde muitos temem o fim e pergunto-me se a maior parte não o anseiam.
Vive-la ao máximo é o nosso limite e aprender com os nossos erros o principio da mesma.

MJD

segunda-feira, 1 de março de 2010

ZZZ



Quero dormir...(bocejo)...Quero descansar a alma e o corpo. Sou atormentado pelo despertador na manhã e só a noite me traz paz. Sinto os segundos a fugir-me quando durmo, passando demasiado depressa...zzzzz...Estou farto !!! Hoje durmo com um relógio. Pode ser que consiga adormecer o tempo..zzzzz.

Manuel Santos

domingo, 28 de fevereiro de 2010



Por mais que tentem, eu sei que sim. Quem se opuser, que se demova ou se retire, a bem da sua sanidade. Santos são todos, menos alguns. Se estiver ao pé de mim mordo-o, se for ao longe, um pontapé serve para as ocasiões. Mas eu só vi um, espelho meu que se partiu.
Eu perguntei-te, e sabes que não gosto de concorrência.

Pedro R Cal

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Amor

Cada um ama de uma maneira, cada qual ama como pode. Não importa como se ama, só importa o que se ama.


Pedro Dias

Determinação

A interrogação levou-o à indecisão. A indecisão levou-o ao atraso. O atraso levou-o a perder a oportunidade. Prometeu a si mesmo que nunca mais voltaria a parar para pensar. Assim, desta vez não se voltou a interrogar, e correu o mais rápido que pode para voltar atrás no tempo. Correu sem parar... correu para sempre.

Pedro Fialho

Rugidos

As Borboletas queriam vir, mas o Leão não deixou.

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Um texto um tanto simbólico (e longo!), que talvez peça uma olhada a um dicionário de símbolos... ou sites parecidos na Internet.

João Serra(s), para começar bem as férias.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Despedida

Olhava o azul do céu, sentindo agudamente a voz do longínquo infinito. Portas abertas, sonhos adiados, à margem dos abismos de água.

Tocou a grade fria, num arrepio cortante daquela manhã de Inverno. Onde estaria que nada dizia, porque não o revia no horizonte que não acaba nunca? E ele que não aparecia, aquele rosto que já se esquecia no silêncio cortante de quem não conseguia mais ouvir aquela voz. E o eco do surdo grito da memória avançou para ela. Agarrou a madeira suja da solidão sem fim e, rodando sobre o seu próprio abismo, fechou a porta da alma que não amanhecia.

cati

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Não precisa de ter título.

Estou na rua a divagar, nada de especial. Ouço uma criança a chorar. A mãe agarra-a por um braço dizendo: "Pára já! Não me faças passar vergonhas!". A criança chora, soluça, grita e finalmente percebo um "Não és minha mãe!".

Nao sei em quem acreditar.

Rita Dias Cabrita Alves

(Peço desculpa a todos a minha grande ausência. Prometo comentar mais e escrever mais e mais (:)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ora aqui vai uma micro pouco, digamos.... pouco ortodoxa!
xD com bastantes onomatopeias!!
Enjoy....

Pingando
*Ploc* *Ploc* *Ploc*
"Alguém pode desligá-la
?"
*Ploc* *Ploc* *Ploc*
"Desliguem a torneira!!!"
*Ploc* *Ploc* *Ploc*
E o sabor salgado ia ficando mais intenso à medida que aquelas pérolas lhe acariciavam as feições...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Caminho preto

Só vejo preto. Preto, preto e mais preto.
Caminhos contínuos, entrelaçados em voltas infinitas, sem destino concreto, definitido ou sequer possível. Uma enorme mancha escura, que se estande na imensidão, onde represento apenas um ponto, agora quem sabe invisível. Barreiras, frio e ódio ligados como ímanes potentes e inseparáveis. Uma força derrubadora de qualquer elo de ligação, a tentar formar-se. Sinto o nada.
Repito só vejo preto.

cati
(desculpem fiquei muito tempo sem escrever nada no blog).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Peço desculpa por ultimamente não ter espreitado as vossas lindíssimas micro-narrativas. Vou tentar melhorar... :)
Espero que gostem desta micro-narrativa.

Soraia


Basta Acreditar
Uma criança sentada ao lado do Sol e da Lua, estende os braços
e cumprimenta-os.
Ela tem poder, basta acreditar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Portão aberto

Sempre procurei ter-te por perto, portão aberto à passagem do destino. Não é de hoje esta vontade, este juízo absoluto. Sou assim desde menino.

Carlos Lopes

domingo, 24 de janeiro de 2010

Lentamente, desenrolou o papel.
Começava em branco, depois nasciam as primeiras letras, cresciam as palavras e trancavam-se as frases. O ritmo aumentava e o papel era cada vez maior , mais livre, mais aliciante... Aquele chão presenciava o desenrolar de uma nova História.

João Menino

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Saudade

Foste de viagem e deixaste-me para trás. Quando voltaste já cá não estava. Morri de saudades.

Sombras


Os gatos andavam pela casa como espíritos sem regras nem maneiras. Eram muitos, mas pareciam ainda mais, quando miavam em coro e se enroscavam nas pernas em jeito de conversa, como que a dizerem Olá, estou aqui! Mas a casa estava vazia, apenas habitada por gatos e pessoas que não pareciam pessoas nem gatos, antes sombras de um qualquer sonho que ninguém deseja ter. Uma casa onde as sombras eram gente sem vontade de viver.

Carlos Lopes

Síndrome do Infeliz e Desafortunado Mosquito Transmissor de Doenças

Pobre do homem, estava sempre onde não devia, tropeçava na rua, espirrou para cima do patrão, ajudou um ladrão, matou seu peixe e pisou seu cão, partiu candeeiro de seu irmão.
Família e amigos não sabe onde estão.

Pedro Cal

(não acho que esteja bom, mas diverti-me à brava a fazer este texto)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Novas Tecnologias

- Vou acabar o mundo!
- Não te vou permitir! Há tempos que te chamo, mas tu nunca me ouves!

Então a mãe puxa a orelha ao filho, e leva-o para jantar.



Bernardo Viana Maya Vicente

domingo, 17 de janeiro de 2010

Pára.

Falou sem parar. Em pânico, viu as palavras esgotar e o vazio a instalar-se. Com a adrenalina a correr pelas veias e o coração em sobressalto acabou por fechar os olhos... e respirar fundo. Então esqueceu-se do que tinha medo e sentou-se, tranquilo.

Marta Garrett :)

sábado, 16 de janeiro de 2010

(sem título)

Tiago Correia
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As inscrições na pedra eram nítidas:
"Aqui jaz a Humanidade, desnorteada e abatida face à sua própria salvação."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

necessidade

Conseguia saborear o seu aroma e calor. Apenas precisava daquilo... Um pouco de nada, um tudo de muito, um simples gesto - aquele gesto. E assim ficou, durante o que se puderá chamar eternidade.


cati

Inalcançável

Estava quase lá, mais perto do que alguma vez iria estar, mas alguém o roubou antes que chegasse.
Tentaria alcançá-lo, mas os esforços seriam em vão.
Perdi um coração.

Mariana

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Glória Passada


Descansa sereno no museu. Olho para ele e consigo sentir a emoção e a glória de tempos passados. O rugido furioso do motor envenenado pelo turbo, as pedras a bater no chassis, a multidão eufórica com a velocidade estonteante, mas agora isso é passado. Agora...Agora descansa sereno no museu.
Manuel Santos

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Love Letter

Esboçou um sorriso nervoso no instante de fechar o envelope. Beijou o papel imaginando o rosto apetecido, e nessa breve visão de luz provou o sal das lágrimas que choraria por ele. As palavras que acabara de escrever já não lhe pertenciam. Nem as palavras, nem o coração que nelas ia.


* esta micronarrativa foi feita a ouvir Love Letter,
do meu adorado Nick Cave.

Carlos Lopes